ORDEM DA VISITAÇÃO DE SANTA MARIA

Vida contemplativa Clausura Papal
 
 

Ir Marie-Marthe Chambon

Decreto da Congregação para a Doutrina da fé, Roma, 23 de março de 1999:
É concedido às religiosas dos mosteiros da Visitação de Santa Maria, assim como às pessoas que desejam rezar em união com elas, a faculdade de venerar a Paixão de Cristo com as orações seguintes, que correspondem às invocações sugeridas pela Serva de Deus Irmã Maria Marta Chambon.

 
        Terço das Santas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo  

Começa-se com o Sinal-da-cruz, Creio e, após, as orações seguintes:

I - Oh! Jesus, Divino Redentor, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.
R./ Amém.

II - Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.
R./ Amém.

III - Oh! Pai Eterno, tende misericórdia de nós, pelo sangue de Jesus Cristo, Vosso Filho Unigênito; tende misericórdia de nós, Vos suplicamos.
R./ Amém.

Em lugar do Pai-Nosso reza-se:
Pai Eterno, eu Vos ofereço as Santas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo.
R./ Para curar as de nossas almas.

Em lugar de cada Ave-Maria:
Meu Jesus, perdão e misericórdia.
R./ Pelos méritos de vossas Santas Chagas.

Terminando o Terço, rezar três vezes:
Pai Eterno, eu Vos ofereço as Santas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo.
R./ Para curar as de nossas almas. Amém.

           Nasceu em Croix-Rouge, próximo de Chambéry (França), aos seis de março de 1841, numa família honrada e cristã. Aos oito ou nove anos, ao rezar com os braços em cruz teve a primeira revelação da Paixão do Salvador, que deveria, depois, ocupar todo o espaço de sua existência.

           Desde cedo, a exemplo da própria mãe, revelou o gosto pela oração e desejou as mortificações. A presença do Menino Jesus era-lhe natural. Em fevereiro de 1862, aos 21 anos, entrou na Visitação de Chambéry.

           Desde o início de sua vida religiosa, Maria Marta uniu ao intenso trabalho cotidiano uma rara intensidade de vida interior. Sua vida transcorria em oração, trabalho, mortificações, imolação contínua, silêncio, muita humildade e apagamento absoluto.

           A partir de 1866, começou a receber visitas freqüentes de Nosso Senhor e Nossa Senhora.

O Senhor permitiu que por cinco anos ela tivesse por alimento apenas a Eucaristia, sem perder as forças para realizar os trabalhos habituais da Comunidade.

           Recebeu estigmas dolorosíssimos em ambos os pés, e quando cicatrizaram após longas súplicas a Jesus, foram substituídos por sofrimentos morais. Imolava-se a Jesus pela causa da Igreja, dos sacerdotes, bispos e fiéis. Em 1867, em uma de suas aparições, Jesus lhe confia uma missão:

“Minha filha, oferece as minhas Chagas a meu Pai eterno, porque de lá deve vir o triunfo de minha Igreja, que passará pelas mãos de minha Mãe Imaculada”, e lhe ensina como rezar o Rosário das Santas Chagas.

           Ela, fiel a Jesus, lhe promete oferecer a cada dez minutos as Divinas Chagas de seu Sagrado Corpo ao Pai Eterno, para o triunfo da Santa Igreja, pelos pecadores, as Almas do Purgatório, por todas as necessidades da Comunidade.

           Faleceu aos 21 de março de 1907, suportando um doloroso Calvário nas suas últimas semanas, e chamando sem cessar Nosso Senhor: “Meu Tudo ! Meu tudo! Vinde ! Vinde depressa...”.

           Após a sua morte, em odor de santidade, passaram a ser rezadas com mais fervor as invocações e o rosário das Santas Chagas do Salvador.


 

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